Fotografia acima, nesta página:
Pintura rupestre - registros artísticos e visuais feitos por povos pré-históricos em paredes naturais de rochas e cavernas.
ID-0350
Mídias e Legado
O Quora me lembra as antigas "Seleções do Reader's Digest" que tinham uma linha editorial muito interessante com publicações informativas indo muito além da imprensa de todos os dias que só publicavam notícias recentes.
Sempre fui amante das publicações que auxiliavam os autodidatas continuarem seu aprendizado adquirindo conhecimentos fora do ambiente escolar, fora das instituições de educação/ensino.
Além das "Seleções do Reader's Digest" destaco também as "Diversões Escolares" da editora Abril que mais tarde passaram a ser "Diversões Juvenis e o "Almanaque Abril" da mesma editora.
Hoje existe a mídia, nome genérico para Rádio, TV, Websites, Filmes tipo documentário, Redes Sociais e demais formas de comunicação. Porém publicações em papel com a mesma qualidade editorial das publicações antigas deixaram de existir há muito tempo.
Apenas o livro em papel continua sobrevivendo. Exige saber garimpar e escolher bem para comprar apenas publicações com conteúdo de qualidade. Apesar da afirmação de Bill Gates de que o computador pessoal iria "substituir o papel" em poucos anos.
E você? Mantém material antigo preservado em casa e fica pensando como todo este seu tesouro será tratado como "lixo" quando você embarcar na viagem final e ninguém mais se interessar pelo acervo construído com com tanto carinho durante uma vida inteira?
Eu até já pensei em digitalizar maioria do meu acervo. Esbarrei na pouca vida útil das mídias atuais. Fitas k7, Disquetes, CDs, DVDs etc. pois eles são sempre substituídos. Alguém por aí tem disquetes antigos com dados que não pode mais acessar poque os "leitores de disquetes" deixaram de ser componente obrigatório nos computadores pessoais?
A melhor tecnologia desde o papiro e as pinturas rupestres continua sendo o papel impresso?
José Antônio - 02 de outubro de 2026 - 07:08
COM EXCLUSIVIDADE para Raphael Medeiros
Para Pedro Henrique meu filho e Vera Lúcia minha esposa: Encontrei no arquivo o-capital-Livro-I-Karl Marx.pdf na página 1148 esta Nota 50 que reproduzo abaixo. Nesta mesma edição eletrônica da Editora Boitempo diz em sua página 14 (NOTA DA EDIÇÃO) o seguinte trechinho que também destaco: “Esta tradução da Boitempo se insere em um histórico esforço intelectual coletivo de trazer ao público brasileiro, em seu todo ou em versões reduzidas, a principal obra marxiana de crítica da economia política.”
50 A questão de por que o dinheiro não representa imediatamente o próprio tempo de trabalho, de modo que, por exemplo, uma cédula de dinheiro represente x horas de trabalho, desemboca muito simplesmente na questão de por que, na base da produção de mercadorias, os produtos do trabalho têm de se expressar como mercadorias, pois a representação das mercadorias inclui sua duplicação em mercadoria e mercadoria-dinheiro. Ou na questão de por que o trabalho privado não pode ser tratado como seu contrário, como trabalho imediatamente social. Ocupei-me detalhadamente do utopismo superficial de um “dinheiro-tra-balho” [Arbeitsgeld] em outro lugar (Karl Marx, Zur Kritik der politischen Ökonomie [Contribuição à crítica da economia política], cit., p. 61s).
Aqui, devo apenas observar que, por exemplo, o “dinheiro-trabalho” de Owen é tão pouco “dinheiro” quanto, digamos, uma máscara de teatro. Owen pressupõe o trabalho imediatamente socializado, uma forma de produção diametralmente oposta à produção de mercadorias.
O certificado de trabalho comprova apenas a parte individual do produtor no trabalho comum e seu direito individual ao consumo de uma parte determinada do produto comum. Mas não passa pela cabeça de Owen pressupor a produção de mercadorias e tentar contornar suas condições necessárias por meio de truques monetários. [Nas novas sociedades a serem fundadas, segundo Owen, seria introduzido um papel que representaria o valor do trabalho na forma de notas bancárias e serviria para a satisfação das necessidades domésticas e para o intercâmbio de bens. Tal papel seria emitido apenas na proporção dos estoques disponíveis e só poderia ser obtido na troca por produtos reais. (N. E. A. MEGA)]